Afinal, qualquer tipo de negócio pode ter uma loja online?

por | 06/11/2017 | ecommerce

As possibilidades de se ter uma loja online são impressionantes. Basicamente, um negócio virtual é um estabelecimento comercial em uma rua que nunca fecha e que pode atender pessoas do mundo todo. Há ferramentas que ajudam na gestão, na medição de resultados e na divulgação na rede.

Os números da internet brasileira também despertam grande interesse dos empreendedores que veem com bons olhos o mercado virtual. Segundo o 36º relatório Webshoppers do Ebit, o e-commerce brasileiro somou mais de R$ 21 bilhões em vendas no primeiro semestre de 2017. Esses números representam um crescimento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2016.

É um mercado em constante expansão, mas que exige planejamento e entendimento do público-alvo, da concorrência e de outros pontos. Uma boa pesquisa vai indicar qual tipo de negócio pode ser mais rentável e, para ajudá-lo, separamos algumas informações importantes. Acompanhe!

Quais as categorias com maior espaço na rede?

O Ebit apontou quais as categorias mais vendidas em 2016, em volume de pedidos. São elas:

  • 13,6% – moda e acessórios;
  • 13,1% – eletrodomésticos;
  • 12,2% – livros, assinaturas e apostilas;
  • 11,2% –  saúde, cosméticos e perfumaria;
  • 10,3% – telefonia e celulares.

Em faturamento, as categorias mais vendidas foram:

  • 23% – eletrodomésticos;
  • 21% – telefonia e celulares;
  • 12,4% – eletrônicos;
  • 9,5% – informática;
  • 7,7% – casa e decoração.

Como saber se o negócio pode estar no mercado virtual?

Mesmo que o seu negócio não se enquadre nas categorias acimas listadas, ainda é possível conquistar seu espaço na rede e ter rendimentos interessantes. Em linhas gerais, é necessário conhecer o empreendimento a fundo, seu público e suas necessidades. Vamos aos principais pontos:

Público-alvo

Se não tiver para quem vender, não tem negócio. Por isso, o primeiro passo é avaliar a carteira de clientes e verificar se eles têm um perfil que também busca soluções, serviços ou produtos na web. Possivelmente seu público se encaixa, uma vez que o mercado mudou e, cada vez mais, as pessoas utilizam-se da internet para pesquisar sobre determinado item antes de comprá-lo.

Produto

Com que produto atuo? É perecível? Como é o interesse das pessoas no produto que quero vender? Ele pode ser transportado com facilidade para grandes distâncias? Valerá a pena vendê-lo mesmo com o frete incluso? Quais suas dimensões? Onde será estocado? Se obtiver respostas positivas a essas perguntas, siga em frente com sua proposta.

Demanda

Tem demanda para o produto? Na internet, é mais simples saber do que no meio físico. Para verificar o potencial de venda, você pode pesquisar sobre palavras chaves relacionadas ao produto no Planejador de Palavras Chave do Google Adwords. Ele permite identificar o volume médio de buscas dessa palavra chave por diferentes períodos no Google. Se tiver muitas buscas, existe demanda.

Vale ressaltar que não há um parâmetro para a medição do volume de buscas adequado, contudo, se for acima de 500, já é um bom começo. Nichos que apresentam bom volume de pesquisa são interessantes, porém, é muito possível que já estejam dominados por outras companhias.

Concorrência

Há muitas empreendimentos que vendem o produto ou têm propostas similares às suas? Eles são grandes ou pequenas empresas? Caso tenha muita concorrência no nicho em que pretende atuar, não é um mau sinal, pois significa que já existe um mercado e uma necessidade. Nesse caso, será possível ganhar dinheiro com ele.

Em contrapartida, o fato de existirem muitos concorrente representa que você terá que ter um diferencial para atrair, conquistar clientes e ganhar seu espaço.

Sazonalidade

A sazonalidade também influencia, uma vez que a queda na demanda em determinados períodos do ano pode diminuir as vendas até o ponto de tornar a venda do produto inviável. Se esse for o caso, talvez sua proposta não sirva para a web.

Por exemplo, o catálogo de produtos inclui roupas pesadas para o inverno. Durante os meses de calor, a demanda será baixa, mas ainda haverá custos de hospedagem de servidor, entre outros. Será uma dificuldade que, se não for contornada, poderá comprometer a saúde financeira do negócio.

Modus operandi

Você já tem o que vender e a quem vender. O passo seguinte é avaliar se a forma como o empreendimento atua funciona no âmbito digital. Uma loja virtual não é tão diferente de uma loja física em muitos aspectos. Será necessário determinar os processos de prospecção, atendimento, logística, financeiro, segurança e pós-compra.

Concorrência com o varejo físico

Caso o produto seja facilmente encontrado fora da internet, você vai precisar de  um diferencial para que as pessoas possam adquiri-lo pela internet, optando por esperar até a chegada em casa.

Um exemplo prático é o comércio de bebidas, como cervejas e vinhos. As pessoas podem ir até o mercado da esquina e comprarem. Nesses casos, será preciso ter um diferencial que fará com que as pessoas não tenham de ir ao mercado e escolham a sua proposta.

Por isso, muitos e-commerces vendem cervejas e vinhos pela internet, mas o foco são os rótulos premium, nacionais e importados, com produtos que não são encontrados em qualquer lugar.

Fornecedores

As coisas na internet costumam ser mais dinâmicas, portanto, seus fornecedores (e você) devem estar preparados para entregar os pedidos no menor tempo possível, e de acordo com necessidades do consumidor. É preciso dar atenção maior se o negócio não for funcionar apenas como revenda, caso haja, também, a transformação de matéria-prima em produto para a comercialização.

Logística

Basicamente, esse será o principal fator que determinará se o negócio poderá atender também o mercado virtual. Até mesmo alimentos podem ser vendidos pela internet, contudo, a abrangência e os cuidados em relação a entrega são diferentes de outros produtos.

Ocorre que peso, dimensões e custo de entrega podem inviabilizar a proposta, uma vez que o valor do frete pode ser muito alto.

Preço

O preço precisa ser competitivo e, ainda sim, dar base ao negócio, custeando a plataforma, os mecanismos de segurança, a divulgação, entre outras despesas, além de garantir lucratividade e recursos para investir na expansão e em melhorias.

Quais negócios não servem para loja online?

Em geral, aqueles difíceis de se transportar, que percam a validade ou a qualidade ao ser transportado ou que o custo não compense a venda para longas distâncias. Para esses casos, a saída é criar um site com uma proposta eficiente e, então, divulgá-lo.

Mesmo sem loja online, é possível se beneficiar da internet para gerar network, divulgar serviços, desenvolver ações de marketing, estreitar o relacionamento com os clientes, fechar negócios e muito mais.

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