Como organizar a logística do meu negócio em uma empresa virtual?

por | 12/02/2018 | ecommerce

O comércio como se conhecia há alguns anos passa por constantes transformações, principalmente com os recursos disponíveis no ambiente digital. Isso requer uma estratégia específica por parte dos gestores, sobretudo na logística para empresa virtual, que se difere muito da logística voltada para empresas do varejo.

No post de hoje, vamos elucidar as principais diferenças entre os dois tipos de logística e dar sugestões de práticas para aperfeiçoar as operações do negócio virtual. Acompanhe!

Qual a diferença entre logística do varejo físico e do virtual?

Em linhas gerais, as práticas para logística do comércio físico foram desenvolvidas a fim de atender, na maioria dos casos, ao comércio entre as empresas. É um contexto em que as encomendas apresentam grandes volumes e as entregas são realizadas entre as lojas, centros de distribuição ou armazéns destinados ao estoque dos produtos.

Já a logística do comércio virtual é caracterizada por um volume maior de pedidos com encomendas menores, dispersas geograficamente e entregues de forma fracionada diretamente ao consumidor. Isso gera um alto custo de entrega em relação ao valor da encomenda. Além disso, faz-se necessária uma estratégia de logística reversa devido à taxa de devolução, uma vez que o comprador só tem contato com o produto após sua chegada.

Vamos a um pequeno comparativo:

Logística tradicionalLogística e-commerce
carregamento com palletscarregamento de pequenos pacotes
clientes conhecidosclientes desconhecidos
fluxo de pedidos unidirecionalfluxo de pedidos bidirecional
pedidos com destinos concentradospedidos com destino dispersos
encomendas com dimensões grandesencomendas com dimensões pequenas
demanda estáveldemanda instável

Como organizar a logística para empresa virtual?

Uma loja virtual exige um fluxograma adequado à realidade do negócio e às demandas do seu público. Mesmo que seja um negócio pequeno, é importante criar áreas específicas em que serão organizadas e realizadas cada operação relacionada à logística.

Em linhas gerais, o fluxograma de logística deve contar com as seguintes áreas:

Recepção

Área responsável pela checagem de produtos que chegam e disposição conforme padrões como maior saída, ordem alfabética ou outros critérios. Avalia pedidos (endereço correto) e dá segmento à operação.

Financeiro e aquisições

Pesquisa preços e condições de fornecedores, efetua pagamentos e verifica se o pagamento referente aos pedidos da loja virtual foi efetuado.

Estoque e expedição

Recebe as informações da recepção e a partir daí separa a encomenda, embala, revisa e prepara para o envio. É a parte que exige mais atenção, uma vez que uma mercadoria postada de forma errada pode gerar prejuízo e uma má reputação.

Pós-venda

Responsável por rastrear e disponibilizar informações de rastreio ao cliente, viabilizando a entrega mais rápida dos produtos. Procure certificar se o cliente está satisfeito e, se não, quais motivos e como aperfeiçoar as operações para superar as expectativas dos próximos clientes.

Agora vamos às práticas para tornar cada operação/área mais eficiente.

1. Não prometa o que não pode cumprir

Entregas rápidas são um atrativo para quem compra na internet; contudo, é importante ter uma margem de tempo caso ocorra algum imprevisto. Ocorre que toda empresa que atua no comércio eletrônico está suscetível a atrasos e a melhor forma de evitar essas situações é mantendo a transparência e o dinamismo nas ações.

2. Procure oferecer mais de uma opção de frete

De acordo com o Ebit, no primeiro semestre de 2017, o valor total dos fretes pagos pelos e-consumidores chegou a 1,03 bilhão de reais. Nesse período, o valor médio pago pelo frete foi de R$ 29,93. É o cliente que deve arcar com esse custo; entretanto, cabe ao negócio oferecer opções mais atraentes, seja no valor, seja no prazo de entrega e demais condições.

Duas opções são as mais interessantes para e-commerces:

Correios

É interessante por conta das facilidades para as lojas virtuais e pela credibilidade. Também oferece algumas comodidades específicas, como o e-SEDEX (modalidade destinada apenas a e-commerces) e pagamento do frete por fatura, mas apresenta algumas restrições quanto a medidas e peso das mercadorias. Por exemplo, o peso não pode passar de 30 quilos para encomendas nacionais e internacionais.

Transportadoras

Diferente dos Correios, as transportadoras não exigem restrições com as encomendas, tornando-se a opção ideal para quem vende produtos com grandes dimensões ou pesagem estipuladas pela ECT. Também se mostra uma alternativa interessante quando há greves e para aumentar as opções de frete.

3. Adote práticas de picking e preparação de encomendas

Picking vem do inglês “escolhendo” e está relacionado ao recolhimento e à separação de pedidos conforme categoria e quantidade disponível no estoque. Uma boa prática de picking começa com a identificação do pedido, passando pela embalagem adequada e demais preparos para o envio.

O cuidado deve ser redobrado com produtos frágeis para reforçar sua proteção. Isopor e plástico bolha são ideais nessas situações.

4. Tenha regras claras para a logística reversa

Infelizmente nem tudo são flores no comércio eletrônico, sendo necessária a elaboração de uma política de logística reversa para devolução e troca de produtos. Trata-se de um tema delicado, tendo em vista que está diretamente relacionado com a satisfação do cliente. Assim, é preciso que o processo funcione bem para que o consumidor não se sinta lesado, volte a comprar da empresa e recomende sua loja para outros usuários.

Vale ressaltar que a logística reversa envolve mais de uma área do negócio, como atendimento, controle de estoque e serviço de entrega.

5. Use um sistema de gestão para o controle

Notou que são muitas coisas para se levar em conta no processo logístico? Sem contar que ainda tem que fazer a gestão de contratos e integrar os diferentes setores da empresa. Tudo isso exige um sistema de gestão, capaz de fornecer o controle total das atividades dentro da cadeia de suprimentos do negócio.

O software integrado permite conhecer a previsão de demanda, conforme o resultado das vendas, permitindo que os gestores possam definir um volume de compra que atende as demandas do empreendimento. A solução precisa oferecer dados referentes ao estoque para, dessa forma, evitar erros de dimensionamento e criar promoções para renovação de produtos.

A logística para empresa virtual não é um bicho de sete cabeças, mas, sim, uma especialidade que vai definir o sucesso do empreendimento e por isso requer atenção e, acima de tudo, controle.

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